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A nossa edição de junho é um especial de contos sobre a uma hipotética conquista espacial pelos brasileiros, longe de ser uma pastiche, com desfile de carnaval na lua, futebol no espaço ou maracatu nas estrelas, a edição foi construída com seriedade pelos 8 (oito) autores participantes, abordando de uma forma genial o Brasil na conquista do espaço, tema este já abordado pela literatura estrangeira, onde a nação brasileira aparece como uma potência espacial, longe de ser realidade, basta a todos os leitores sonharem com esse dia.

 

 

 

 

Edição Especial
de aniversário.

 

 

 

 

 

 

 

 

 




 

 

Ilustração de João Beraldo

SCARIUM MEGAZINE 16
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Conteúdo:  
Contos:
O Despertar do Físico
Gerson Lodi-Ribeiro

Sobreviventes
Bertoldo Schneider Jr.

Bandeiras
Osíris Reis

Mi casa, Su Casa
Roberto Causo

Alienígena
J. M. Beraldo

Zen
Maria de Menezes

Diamente Truncado
Carlos Orsi

Editorial
Conquista Literária

Artigos
Balaio da Scarium

Quem tem medo de Clarion?
Amaral

Um Passeio Espacial de 10 Milhões de Dolares
Ronaldo Mourão

OVNIS, Atlântida e a Jornada do Ufólogo (Resenha do livro Incidente no Caribe - Denise Reis)
Edgar Smaniotto

 

 

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Editorial da edição 16

CONQUISTA LITERÁRIA

Há tempos li uma revista, cujo nome era Pesadelo Espacial. Uma sacada, na montagem, permitiu que o "a" surgisse junto com o "e", formando o título alternativo de Pesadelo Especial. Ela trazia vários quadrinhos de autores nacionais, usando a temática espacial, sendo que alguns ficaram bem marcados em minha mente, especialmente aqueles que traziam viajantes trajando uniformes com a bandeira brasileira no peito e nas fuselagens dos veículos que eles tripulavam.

O tempo passou e, quanto mais fundo mergulhava no universo da ficção científica, criticando obras e sendo criticado, sendo chamado para julgar concursos, selecionar textos, percebi algo que talvez o leitor já tenha notado também: alguns escritores brasileiros procuram, ainda hoje, se espelhar em obras pulps norte-americanas. Seria natural, se o modelo adotado, trampolim para vôos mais personalizados, não se mantivesse tão rígido quanto o cadáver cujas roupas ora trajava. O tal espelho não refletia somente a temática. Era também uma lente seletiva, depuradora, onde catequizados éramos, crentes ficamos. As obras desses autores, como totens literários, estavam voltadas para um norte artificial e ai daquele que ousasse propor a heresia de se olhar para um lugar mais ao sul. Em muitos casos encasquetei com essa mania, o vício da repetição, onde nem o Brasil era citado, muito menos os personagens e locações tinham qualquer relação conosco. Era um tal de Mike no comando dum caça Stritfire, John atuando na segurança do cargueiro solar London, Glory na estação de transmissão da base interplanetária Constellation, e por aí vai (ou não vai) o enredo. Até mesmo ETs falavam inglês fluentemente, não importando por qual orifício o mesmo soasse. E sempre havia mocinho, geralmente loiro, ou bandido, via de regra asqueroso. Herança do cinema, dos quadrinhos e literatura gringa que nos foram tão caras? Certamente. Os termos eram todos chupados dos jargões que notabilizaram as space-operas de outrora. Tirando as honrosas exceções, não havia a mínima preocupação em inserir o nosso país no contexto das aventuras espaciais, tornando a cunhada Síndrome do Comandante Barbosa um problema para quem somente abraça modelos importados e se esquece que nós também temos vez, temos voz, temos histórias para contar, com personagens brasileiros e, porquê não, um Brasil como potência cósmica.

Assim nasceu a antologia "Brasil, Conquista Espacial". Não ficou exatamente como previa, porém, um passo foi dado e agradeço aos autores que enviaram suas obras e agora você, leitor, poderá enxergar brasileiros conquistando o seu espaço.

Para compor esta edição de aniversário, nossa equipe escalada para a missão é composta por seis tripulantes nacionais e uma estrangeira, com sua ótica peculiar, inserida em nossa nave para mostrar que não queremos reascender um movimento antropofágico na FC, contudo não há vergonha alguma de apresentar comandantes Barbosas, ainda mais quando temos políticos de sobra para abduzir numa possível invasão alienígena em Brasília.

A metade dos brasileiros que aqui estão já passaram por nossas páginas, em edições passadas. Este é o caso de: Gerson Lodi-Ribeiro, que nos trás uma história com muito erotismo, feita para homenagear um amigo que também está na presente tripulação. No distante 2124 o despertar de um brasileiro pode ser a solução de um enigma. O conto de Roberto Causo é talvez o que melhor retrata a escalada do Brasil como potência espacial. E, claro, nenhuma das demais potências deixaria passar isso impunemente. A obra de Carlos Orsi foi a primeira que recebi, sendo também a maior desta antologia. Temos outro brasileiro envolvido numa situação delicada, onde uma arma pode se tornar a esperança e também o fim da humanidade. Os demais, fazem sua estréia por aqui, e provavelmente muito se ouvirá falar deles. É o caso de: Bertoldo Schneider, que já ganhou um concurso promovido por esta revista. Levando a conquista espacial para mais longe que os demais autores até aqui citados, uma nave exploratória brasileira, desaparecida há mais de dois séculos, é encontrada à deriva. Osíris Reis opta por uma abordagem mais descritiva, de certa forma traçando um paralelo com Causo, ainda que totalmente incidental. Uma fuga está sendo planejada, uma nave precisa buscar seu destino e um mundo melhor, mas será que os tecno-soldados permitirão? O trio de brasileiros que encerra o segundo bloco é completado por João Beraldo, que nos trás uma aventura baseada em universo próprio, porém inteiramente compreensível. Clara é uma clandestina e não esperava que sua jornada fosse tão longa, indo parar a mais de 20 anos-luz da Terra! Nossa honrosa tripulante estrangeira é Maria de Menezes, portuguesa com certeza (chamo a atenção para o discurso adotado, ora lusitano, ora brasileiro, dependendo do enfoque, ainda que a autora confesse a incapacidade de traduzir Mister por Técnico). A história envolve alienígenas e o futebol, numa peleja onde nem São Zagalo ficou de fora.

Enquanto os contistas fazem sua parte, não podemos esquecer a coluna do grande divulgador Cesar Silva, falando sobre quadrinhos, e um cientista embarcado no último instante: Ronaldo Rogério Mourão, com mais de 75 livros, adota uma abordagem no mínimo inusitada, com um artigo onde sobram farpas para o Programa Espacial Brasileiro e dando sua ótica sobre o vôo de Marcos Pontes à Estação Espacial Internacional.

Você não vai querer deixar de ler a Scarium de Aniversário.

E, satisfeito por poder apresentar esta edição, aproveito o ensejo para me despedir de vocês. Não estou falando em sentido figurado. Motivos particulares - e profissionais - me levaram, a partir do próximo número, deixar de atuar na co-edição e também na coluna Balaio da Scarium. O convívio foi muito bom, acho que aprendi muito e espero ter auxiliado a quem precisou de nossos serviços.

Uma ponte no céu. O astronauta brasileiro não poderia ter um sobrenome mais feliz que Pontes. Agora nós temos a nossa, aqui na Scarium. Divirtam-se e continuem prestigiando a ficção científica, não esquecendo que se não fizermos por nós (não importa em que gênero literário), ninguém mais o fará.

Grato a todos e boa leitura.

 

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